quarta-feira, fevereiro 11, 2009

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

todas as boas histórias de amor são tristes, ó anjo.
não saber para onde ir. acorrentados os pulsos,
de qualquer jeito. és só tu, ó anjo? choras?
não chores, anjo. olha os meus pulsos, acorrentados
do mesmo jeito. agora fiquei triste, anjo.
pensei que tu eras feliz, meu anjo. que a Luz te envolva,
meu anjo, lindo como tu és. voa sobre a minha cabeça
tão cansada e traz-me a paz que me roubaste. 
é assim, ó anjo!

então eu digo-te; Legenda para esta fotografia.

foto matthew scherfenberg

LEGENDA PARA ESTA FOTOGRAFIA
Sei que longe da neblina
no meu próprio século

hei-de encontrar-me nos séculos
e acordar os eremitérios do meu corpo.
(Fernando Alves dos Santos)

doente de inércia, assim te encontrei no meio. irei para onde fores. 
já chorei todas as minhas páginas. agora é tempo de sarar
jamais me perdoarás; os erros, as falhas. o não ser possível. 
custa-me continuar, custa-me o sentir. fingindo que não. 
corpos. que são corpos? dá-me vontade de rir.
estou farto. só te quero a ti -  disse -.
«salva-me a vida, conta-me uma história»
e agora? as palavras não soam à fotografia.

então eu digo-te;  Legenda para esta fotografia.
Sei que longe da neblina
no meu próprio século
hei-de encontrar-me nos séculos
e acordar os eremitérios do meu corpo.
(Fernando Alves dos Santos)

saberei então. saberei então.
Até lá espero. Até lá espero.
nesse dia não terás mais saída
não terás mais saída.

não terás mais saída  


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