quinta-feira, abril 19, 2007

16.26, um dia a mais no nosso romance, o dia em que me disseste: o que se passa entre nós?


Gosto de ti, gosto tanto de ti!
E enquanto dizia isto começou a despi-lo, primeiro com os olhos, tirou-lhe o casaco, a gravata, a camisa. Ele olhava-a, surpreendido.
Não esperava, não esperava! Vacilou. E o que é que eu faço agora?
Abraça-a! Abraço-a, e depois?
Depois beija-a, grande parvo que tu és!
A atrapalhação dele confundiu-a. – Pensei que era isto que tu querias.
Ele calou-se, limitando-se a olhá-la. Ela puxou-o para si e beijou-o.
Um calor, uma tremura, uma vertigem tomaram conta dele.
Quando entrou dentro dela, gritou o seu nome.
O sexo dela engoliu-o, triturou-o, devorou-o.
Explodiu e sem se aperceber disse: amo-te!
A mão dela espalhou o sémen na barriga, no tronco dele.
Ele lambeu-lhe os dedos, beijou-lhe a boca, beijou-lhe o ventre, lambeu-lhe o sexo. Num salto, ela estava em cima dele oferecendo-lhe o sexo, as costas arqueadas, ajoelhada sobre o seu rosto.
Ele parou de se mexer, sentindo a sua própria erecção.
Estava profundamente excitado.
Lentamente começou a lambê-la, ela fugia e voltava, voltava e fugia-lhe. A excitação dele cresceu. Mordeu-lhe os mamilos. Gemia de desejo, de antecipação. Ela contorcia-se na boca dele. Com uma mão tocou-lhe os testículos, um estranho tremor apossou-se dos dois. Os gemidos dela, o corpo dela…
Vem! Penetra-me agora!
E de novo a penetrou, e as palavras que lhe disse ficaram mudas dentro dele, por não querer dizer, por não querer admitir...

16.26, um dia a mais no nosso romance, o dia em que me disseste: o que se passa entre nós?


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