quinta-feira, dezembro 13, 2007


ei-la. a mulher. a boca. as mãos.
os beijos. as pernas. o sorriso.
ei-la. o olhar. a ternura. o amor.
os seios. o sexo. a voz.
ei-la. a oferta. a mágoa. o choro.
a mulher. o sorriso. a procura.
ei-la. enfim chegou...


foto raja john muna

segunda-feira, dezembro 10, 2007


foste e aconteceste algures num tempo reencontrado
há anos tu eras sonho do passado distante onde acontecemos...


foto retro
via:
photosight.ru

domingo, dezembro 09, 2007


acidentalmente a ti. bem mesmo no fim ouviria a tua voz
dizer que te amo em jeito de brincadeira.

com risos nos olhos e nas mãos, a ponte de mim para ti fazer-se

através da mensagem nos teus olhos. chegara o mês florido,

acidentalmente devolvo-te o olhar. e fez-se o amor

em jeito de brincadeira. com mãos olhos risos e voz

foto arno rafael minkkinen

arno rafael minkkinen


caminho sem regresso

as asas do desejo...

foto arno rafael minkinnen

quinta-feira, dezembro 06, 2007


beijou-lhe a cara que rocha se abriu, dura a pedra ao toque, curta.

agora já quase partiste, sempre ?

a merda do eterno que fica, chato, pouco.

forte essa fragilidade e alva, palpitante, um pequeno momento.

nas asas voas do avião voas asas.

escrito retirado de
A Vida é Larga


foto vitaly bakhvalov

quinta-feira, novembro 29, 2007

claudia rogge - je suis comme je suis


i hate normal people, i hate to be a normal human being.

foto claudia rogge

a revolução do cravos


esta é outra vez a revolução dos cravos
essa coisa existiu, a revolução?
devemos admitir que sim, apesar de que...
eu não dei por nada. não houve muitas diferenças.era puto.
as pessoa, em geral, começaram a ter mais liberdade..
liberdade sexual, dormiam mais uns com os outros.
exactamente. deixaram de ter só um par, tás a ver?
antes da revolução casavam-se e era até ao fim da vida.
ai coitadinhos! ficarem-se só por um ou uma...
aflitivo mesmo. nessa altura criaram-se os sindicatos.
pois foi. dormiam todos uns com os outros
não interessava a que partido pertenciam. hoje já não é assim
pois não. a esquerda não dorme com a direita. e as classes sociais?
nessa altura não havia classes, era tudo ao molhe e fé em deus.
mas e o mrpp e o pc e a penpro por pof ou prof e essa coisa toda
népia. dormiam todos uns com os outros, na maior rebaldaria...
epá esses é que eram bons tempos. nós somos uns choninhas.
pois somos. andavam todos nus, em grupios...
eu até ouvi dizer que ninguém criticava ninguém
era tudo à balda posso garantir, tenho filmes da época
acho que era bom haver outra revolução. isto está...
uma seca. não se entende estes putos casarem-se aos 20 anos
aos trinta divorciam-se e arranjam outros. é sabido.
experimentarem só um ou uma, sem termo de comparação?
só pode dar merda. chegam à altura de abrirem os olhos
e zás!!!vêem finalmente que estavam ceguinhos/as de todo
infelizes, desgraçados. não é o meu caso, claro. eu sou bom
não é para me gabar, mas eu também. mas naquele tempo...
dormiam todos uns com os outros, posso garantir-te.
eu já vou no terceiro casamento, não é para me gabar mas...
nunca tive razão de queixa. funciono perfeitamente mas...
era bom que houvesse uma revolução
pois era. eles dormiam mesmo uns com os outros?
tudo ao molhe e fé em deus....mesmo assim!!!!eles
e elas. les uns et les autres. eles e elas...

foto claudia rogge

nunca irão adivinhar quem escreveu isto.
dou um doce a quem acertar. o 1ºleva prémio
escrito a quatro mãos. fosga-se! esse não...

quarta-feira, novembro 28, 2007

a minha alma escreve-se em ti


a minha alma escreve-se em ti
é braços pernas veias e sangue
abraços risos e lágrimas. loucura.
desejo morte. a minha alma escreve-se.
é beijos, fogo, vermelho, verde, amarelo.
gritos. lágrimas, risos, corpos, mãos.
pernas e braços, dança e fogo. loucura.
a minha alma escreve-se em ti
é medo saudade vingança e morte
amor, saudade, desejo e morte. loucura.
a minh'alma escreve-se com sangue.
é veias, coração e fogo. beijos.
verde amarelo vermelho dança mel amor.


foto andreas heumann

terça-feira, novembro 27, 2007

land of no words - no teu silêncio

onde se riem os anjos
onde o amor se escreve
mais mortal que as palavras
são os olhos que escondes
no teu silêncio...


foto marriam
photosight.ru

quarta-feira, novembro 21, 2007



más influências...

foto james houston

A Máscara


era uma vez uma mulher que se apaixonou por um homem.
era capaz de dar a minha vida por ele, pensando melhor,
em troca de um ano a viver com ele, dar-lhe-ia um segredo,

um pensamento.

e ele? ele daria a vida por ela. mas foi
covarde, nunca teve coragem de lhe dizer
.
e assim ela sem saber. partiu. ele continua sem coragem.
é um covarde, um merdas. ele sou eu. o maior traidor,
o maior sacana. aquele que lhe dizia quando ela acordava.
tenho de ir. pensando. fica.
aquele que nunca se desfez da Máscara

foto guy lebaube
via: young gallery

sexta-feira, novembro 16, 2007

Em cada homem há uma criança a rir,
Um adulto a pensar
E um ente estranho a chorar por ele.
Ao contrário,
Eu
Sinto o adulto a rir,
A criança em lágrimas
E um não sei quem a pensar por mim.

Eis o Meu Drama!


foto retro atelier

quinta-feira, novembro 15, 2007

diário da minha paixão - memories...

memories ...

in touch with the ground
i'm hunting on
i'm after you
smell like i sound
i'm lost in a crowd
and i' m hungry
like the wolf...

foto james houston

o turbilhão dos sentidos...

foto james houston


procura com fervor abrir os olhos à luz que vem do Olimpo.
o teu esforço é vão. abrem-se a pouco e pouco as portas.
a vida universal. desprezarás todo o desejo fútil.
o importante é nunca esquecer através dos corredores da luz
que nos vestimos daquilo que fomos. a luta de movimentos
que nos levaram a ser o que somos a ser o que éramos.
aquilo que apontamos está em nós. um reflexo de nós és tu
nunca te poderíamos acusar se tu não estivesses em nós.
o que se não conhece não se consegue ver. assim quando acusas
estás a rever-te em mim. eu não sou eu. quando acusas não sou.
és tu. és tu que vives dentro de ti, o outro espelho de ti...


foto james houston

quarta-feira, novembro 14, 2007


Invisible connection is stronger than visible.
To arrive at the basic structure of things
we must go into their darkness.

Heraclitus

foto tommy edwards

terça-feira, novembro 13, 2007


the time is right for me to take you
no more lies no more dirty alibi's
i'm not the hypocrite like the others are
you may hear angels 'cause we're together
the time is right for me to take you...

foto samantha wolov

God I am waiting for you so long now
Want you to fuck me so badly with passion
That passion you felt formerly so much

I can`t get this changing in you these days
I try to but it is so hard to me you know
There is a longing in me I cant ignore

That longing wants to touch you
Making you feel so much wanted
Wanted by me, my body and soul

Why can`t you fuck me why can`t you do
To feel you in me I love more than my life
All could be so great for us both if you could do

Yes I know you are not in the mood
I can sense it will take it`s time
But I`m human and I need it so badly

Can`t wait any longer to hear you
Oh god what happened to us
I need it can`t think the right things

When will it end and we can already do
Fucking me crazy and making me cum
How long can I stand this not fucking you?

OH MY DEAR I SHOULD GO AND
SAY A PRAYER TO FIND ANY
STRENGTH TO GET OVER THIS

foto samantha wolov

"And when I shall die, take him and cut him up in little stars, and he will make the face of heaven so fine that all the world will fall in love with night and pay no worship to the garish sun."

"Did my heart love 'til now? Forswear its sight. For I never saw true beauty 'til this night."

" O, swear not by the moon, the inconstant moon, who monthly changes in her circled orb, lest that thy love prove likewise variable."

" I am Fortune's fool!"

Shakespeare, Romeo & Juliet




foto samantha wolov

quarta-feira, outubro 24, 2007


uma palavra simples. a verdade. entre ruínas e despojos.
o sol nascendo em formas masculinas e femininas. temos de separar-nos.
tendo-te só a ti no meu corpo, no meu coração, digo a palavra final.
já não existe o que quiseste.  afastamo-nos para sempre.
eu, contigo no meu corpo. tu, comigo dentro de ti.


foto luca curci

quinta-feira, outubro 18, 2007



fujo para londe de ti.
os sons que ouvimos vêm, quem sabe,
de uma outra vida onde tudo era florido,
e tu eras o sol e a lua juntos


dançávamos numa ordem desordenada.
fujo, para longe de ti.

foto mark sink

via:
art nudes

segunda-feira, outubro 15, 2007


You can forget a lot of things, but you cannot forget a woman’s name and claim to love her...

foto jelena balic

respiro o teu corpo


respiro o teu corpo
sabe a lua-de-água
ao amanhecer,
sabe a cal molhada,
sabe a luz mordida,
sabe a brisa nua,
ao sangue dos rios,
sabe a rosa louca,
ao cair da noite
sabe a pedra amarga,
sabe à minha boca.

Eugénio de Andrade


Foto Janosch Simon

terça-feira, outubro 09, 2007

bondage

bondage é uma prática sadomasoquista que consiste em imobilizar o parceiro para ter a relação sexual. para essa imobilização, são utilizadas cordas, algemas, meias, dependendo do que os parceiros se propõem a realizar. no bondage, a ideia haver um parceiro que domina e outro que é dominado.
no bondage ambos os parceiros sentem prazer, que está intimamente relacionado à sensação de ser dominado por ou dominar outra pessoa. existe um acordo feito pelo casal para que nenhum dos dois tenha algum tipo de lesão durante o sexo e também existem gestos ou palavras que avisam ao parceiro dominador que é hora de parar.
há quem realize o bondage com seu parceiro fixo, marido/ mulher, namorado(a) e há quem o realize com um parceiro não fixo. não há dados para saber qual dos dois é o mais praticado, mas sabe-se que existem sites de encontro para quem quer praticar este tipo de sexo, chats para o mesmo fim e locais onde as pessoas se podem encontrar para fazer sexo e onde é disponibilisado material como cordas, adereços, etc.
antes de se considerar que o bondage é uma perversão, deve pensar-se que cada um sabe do que gosta ou não na cama e, que de princípio, não há uma lesão na prática do bondage. pode pensar-se que o bondage é uma forma de apimentar a relação sexual como são as diferentes posições do Kama Sutra ou outras.
o que não se pode esquecer é que existe o sadismo sexual e o masoquismo sexual, e que a prática do bondage pode esconder algum transtorno sexual mais grave. pode existir uma linha muito ténue que separe uma prática sexual de um transtorno sexual.
sabe-se que o preconceito existe, mas sabemos também que existe para algumas pessoas a curiosidade. se existe a curiosidade de praticar o bondage, e se existe um parceiro para que isso aconteça, o natural é a realização do desejo...

sexta-feira, outubro 05, 2007

vícios que o céu condena. deus ou demónio. criar abismos, assim a mente viva sem asas. factos que te esfarrapam a alma, eu sei. factos que me esfarrapam a alma, tu sabes.
aqui e ali. factos que nos dilaceram, que sabemos que existem.
o meu corpo no teu corpo. o teu rosto o meu rosto.
anjo demónio. deus ou diabo. a criação. eu tu.


foto zena holloway

a criação do homem. a espinha dorsal.
olha-se e não se vê, existe para não
nos dobrarmos aos outros. a dignidade.
olha-se e não se vê. existe. a criação.
o homem afunda-se atolando-se na sua
própria indignidade. tão fétida como
as suas próprias secreções. o homem
o corpo translúcido. sem espinha dorsal.
já nada é o que era. nada. olha-se e não
se vê. a dignidade é um produto em vias
de extinção. o mundo é dos pobres de
espírito. há que reinventar o Homem...


foto vladimir karchin
via: http://2photo.ru

quarta-feira, outubro 03, 2007

HelP iS cOmInG...
foto tobias slaterhunt
Prelúdio de um fim anunciado
Vieste inesperadamente como vêm as tempestades. Em passos de inquietude na última claridade do dia, onde a solidão que em ti é se faz espera. Ausentes os olhos. Despossuídos daquele subtil momento que pesou no poema. Neles já nem as sombras amadurecem os frutos. Na tua boca revelaste-me o sabor da morte. E desceu o vazio. Lentamente desceu sobre mim o vazio que me trouxeste. Assim como a repugna de me morreres um pouco todos os dias porque não pude ver que, por detrás desses teus pequenos segredos, morria a secreta mágoa de me mentires tanto.
Deixaste em mim este lírio branco reclinando-se breve sobre a morte. Quiseste guardar o afecto no esquecimento, agora minha é só a página vazia onde escreveste o silêncio das tuas palavras. Sinto o vento. Nele ouço o teu respirar uma vez mais deitado a meu lado. Gravo-te nos dedos. Despeço-me.


da BloodyMary
que é feito dela?

segunda-feira, outubro 01, 2007

sempre foste tu a que desejo a que quero

and your heart banging like a gong.
and my heart beating like a drum...

foto alexander gofayzen

quinta-feira, setembro 27, 2007


to tired to understand
is he sick?
may i take a piece of him?
he has no head, and no heart

i'm too tired to answer.
why can't he speak
i'm sick as hell
i'm so tired. i'm so tired.

i have no heart, no soul
i see nothing.
trainspotting

foto sauco

a sedução...

foto sauco
in photosight.ru
We are all Stars.

Foto Steven Meisel

quarta-feira, setembro 26, 2007

...in a world where we're stringed as poppets
and life value disappear
under the shade of cunningly crippling umbrella.
pang of subdued cries against tangible oppressors
come into form within the concious psyche
as the moon above tonight...


foto mirriam

dream well the story of this night
where soppy ties have no meaning...


foto mirriamvia: 2photo.ru

O Augusto do Klepsidra nomeou este blogue para o Power of Schmooze AwardAward. Agradeço ao Augusto.
"Este prémio é uma tentativa de reunir os blogues que são adeptos dos relacionamentos "inter blogues" fazendo um espaço para ser parte de uma conversação e não apenas de um monólogo.
e seja . pela Comunidade...

nomear os seguintes não é tarefa fácil, mas aqui vão as escolhas do Pleasuredome:

corpos e almas



arrepia-me
o toque suave dos teus dedos
que se demoram
sedutores
na minha pele...


salsa e pimenta

"O Irão continua a sua campanha de execuções. A última confirmação é a morte por enforcamento de cinco homens em Mashad, com uma vasta assistência como comprovam as fotos da agência semi-oficial Mehr, por motivos que não foram revelados."
sem pénis, nem inveja

A felicidade vende. Bem. Muito. Barato - ao preço dum seguro, duma ligação de internet, de um automóvel, iogurte ou de um refrigerante. Publicitários fazem do júbilo sofisticada ferramenta de consumo, substituindo a interioridade do sentimento pela dependência dos bens. O histerismo dos participantes em competições asnas por uma dúzia de electrodomésticos é, do mesmo, outra prova - torradeiras, aspiradores, plasmas e carripana, o marido mais a sogra e a prima e o vizinho numa cacofonia berrada de apoios e conselhos q’arrebentam tímpanos espectadores. É o mundo ao contrário. Os antípodas da racionalidade como espectáculo. O contentamento vão. A posse como a nova felicidade – mais ter, melhor ser.

Escrevia Carlos Drummond: "Há duas épocas na vida, infância e velhice, em que a felicidade está numa caixa de bombons". Pelo prazer simples do doce engolir. Sem outras metafísicas do que comer chocolates, como Álvaro de Campos recomendava na Tabacaria:

Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.

Quem desperdiça a folha metálica por que só embrulha um prazer, despreza da vida partes. No recuo aos horizontes de ontem, o reconto do histórico pessoal clarifica o hoje e privilegiar memórias desencantadas prova falta à lição maior: para ser feliz até um certo ponto é preciso ter sofrido até esse mesmo ponto. Negando mérito e algum louvor aos que da pele se acercaram e a sorte vária afastou, é o próprio que a si nega primeiro, porque quem foi o faz. E falam dos gajos do passado íntimo, das «chocas» com as quais se deitaram, apetecendo perguntar se foram gado barrosão sem outra serventia que estéreis parideiras ou inaptos cobridores. Ignoram o escrito de Yourcenar: "A felicidade é uma obra-prima: o menor erro falseia-a, a menor hesitação altera-a, a menor falta de delicadeza desfeia-a, a menor palermice embrutece-a”.


show must go on


Gosto
Dos corpos
Dos fluidos
Das salivas
Dos suores

Das línguas
Dos dedos
Dos sexos

Gosto
Do escorregar
Do roçar
Do usar
Do tocar

Do hesitar em confirmar
Do perder e encontrar
Do saber, do desconhecer

Gosto da consciente fraqueza da inevitabilidade


um dia de cada vez


Nos dias bons chegava à beira, fincava os dedos dos pés até arranhar o lodo e mergulhava. Nesses dias podia com o mundo inteiro na palma da mão e levava-o com ela até ao fundo. Chegada aí, largava-o, batia com os pés na areia e cortava veloz até à superfície onde ficava a arquejar à procura de ar e mais ar para encher os pulmões. Depois estirava-se na água e ficava assim, ora de pernas encolhidas, ora a adejar os braços, ora a andar de bicicleta de lado obrigando o corpo a rodar sobre si próprio. E nunca se afundava, boiava sempre, daquela maneira estranha e desinquieta. Até a pele engelhar e as unhas ficarem roxas.
Nos dias maus chegava à beira, fincava os dedos dos pés até arranhar o lodo e ficava.
Nesses dias o mundo inteiro era-lhe pesado e tinha a certeza de que se mergulhasse nunca mais conseguiria voltar à superfície.
Então descia e deixava-se ficar na beirinha. Apanhava conchas e pequenos búzios que o mar descartara da sua colecção enquanto aguardava que o mundo ficasse mais leve. Só então o equilibrava na palma da mão e corriam os dois mar adentro

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